Aconselhamento reprodutivo é essencial para mulheres a partir dos 30 anos que planejam engravidar, apontam especialistas
Foto: Arquivo Cenafert
Uma pesquisa do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) aponta que 55% das brasileiras não têm conhecimento sobre as possibilidades de preservação da fertilidade. Com o aumento do número de mulheres que optam por adiar a maternidade para priorizar a estabilidade profissional, muitas chegam aos consultórios médicos com a fertilidade já comprometida.
Adiar o desejo de ser mãe reduz naturalmente as chances de engravidar sem auxílio médico. A fertilidade feminina atinge seu auge entre os 20 e 25 anos e começa a apresentar queda significativa após os 35. Entre as alternativas que podem garantir a chance de uma gestação futura, estão o congelamento de óvulos e de embriões – métodos ainda pouco conhecidos pela maioria.
“Ainda há um desconhecimento muito grande sobre saúde reprodutiva. Mulheres que chegam aos 30 anos e sonham em ter filhos, mas precisam adiar a maternidade por motivos diversos, devem realizar um aconselhamento reprodutivo para prevenção de problemas de fertilidade, uma vez que a mesma entra em declínio progressivo com o passar dos anos”, explica a médica Gérsia Viana, especialista em Reprodução Assistida e diretora do Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva. “As mulheres sabem que o relógio biológico é um fator importante da fertilidade, mas ainda precisa haver mais conscientização sobre a importância de preservar sua condição reprodutiva”, complementa.
A médica Bárbara Melo, também especialista em Reprodução Assistida e integrante da equipe do Cenafert, observa: “É bem comum, atualmente, receber no consultório mulheres numa idade mais avançada e já com a fertilidade comprometida, mas com o desejo de engravidar e sem nunca terem avaliado a sua condição de fertilidade antes”. Ela ainda reforça que “quando um fator de infertilidade é diagnosticado e tratado precocemente, a mulher pode evitar que mais adiante tenha problemas para engravidar e que venha a necessitar de tratamentos mais complexos”.
Planejamento com orientação especializada
Com o aumento da idade média para a primeira gravidez, muitas mulheres priorizam o desenvolvimento pessoal e a segurança financeira antes de pensar na maternidade. “Se ao adiar o sonho de ser mãe a mulher ganha mais tempo para investir na sua formação acadêmica, no seu desenvolvimento profissional e na conquista de estabilidade financeira, por outro lado, isso pode significar dificuldade para ter filhos espontaneamente”, pontua Gérsia Viana.
Pensando nesse cenário, o Cenafert, com sede em Salvador, oferece um serviço de aconselhamento reprodutivo direcionado a mulheres a partir dos 30 anos que desejam ter filhos no futuro. A avaliação inclui uma consulta detalhada com especialista em reprodução assistida, além de exames laboratoriais e de imagem que ajudam a identificar possíveis riscos à fertilidade, como distúrbios hormonais, baixa reserva ovariana ou infecções.
As recomendações variam de acordo com a idade da mulher: até os 30 anos, é possível esperar até dois anos por uma gravidez, desde que não haja indícios de infertilidade. Após os 30, esse tempo reduz para um ano. Já a partir dos 35, o ideal é não esperar mais do que seis meses. “Após os 40 anos se a mulher deseja engravidar deve, de imediato, iniciar a investigação da sua capacidade fértil”, lembra Bárbara Melo.
Avanços da medicina reprodutiva
A técnica de vitrificação, utilizada para o congelamento de óvulos, é uma das formas mais eficazes de preservar a fertilidade. O processo mantém as características originais dos óvulos e garante boas taxas de sucesso em tratamentos futuros. “O sucesso da técnica está associado com a idade da mulher no momento do congelamento e a quantidade de óvulos congelados, a recomendação é que o congelamento seja realizado antes dos 35 anos de idade”, explica Bárbara Melo.
O congelamento de embriões é outra alternativa viável. Nesse caso, é feita a fertilização in vitro com os óvulos da paciente e espermatozoides do parceiro ou de doador. Os embriões são então armazenados e podem ser transferidos para o útero quando a mulher decidir engravidar.
“A indicação de cada técnica é individualizada e depende de vários aspectos, que devem ser alinhados adequadamente entre a paciente e o especialista em medicina reprodutiva”, conclui Gérsia Viana.
Sobre o Cenafert
Fundado há 22 anos no bairro de Ondina, em Salvador, o Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva é referência em reprodução assistida no Brasil. A clínica já ajudou a trazer ao mundo mais de 3.500 bebês por meio de diferentes técnicas. A equipe médica é composta por profissionais experientes e o laboratório conta com tecnologia de ponta para oferecer um atendimento seguro e eficaz em todas as etapas do processo.
Integrante do Grupo Huntington – um dos principais grupos da América Latina na área de reprodução assistida – o Cenafert oferece desde tratamentos de baixa complexidade até os mais avançados, sempre com foco em um atendimento humanizado e personalizado.
Mais informações podem ser encontradas no site: https://cenafert.com.br.