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ACM NETO, FLÁVIO BOLSONARO E A SUCESSÃO ESTADUAL

 ACM NETO, FLÁVIO BOLSONARO E A SUCESSÃO ESTADUAL
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ACM Neto não gostou da notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o pré-candidato do bolsonarismo na sucessão presidencial de 2026.

Esse bolsonarismo é o rotulado de raiz, o da extrema direita, o do clã Bolsonaro, dos filhos 1,2,3 e 4 do ex-presidente Jair Bolsonaro e da sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que ACM Neto queria – e ainda quer – Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, como o representante da direita no processo sucessório.

Por que o “e ainda quer”, perguntaria o caro e atento leitor. A resposta é vapt-vupt, sem precisar fazer arrodeios: ACM Neto integra o grupo da direita que não acredita que à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro se sustente. Tem até os que dizem que é um ‘balão de ensaio”.

ACM Neto não vai dar nenhum sinal de descontentamento com a escolha do filho mais velho do ex-presidente Bolsonaro para disputar a sucessão de Lula (PT-reeleição). O ex-prefeito de Salvador não iria criar um atrito desnecessário com João Roma, que é comandante-mor estadual do PL, abrigo partidário do “mito”.

ACM Neto, ex-gestor soteropolitano por dois mandatos, precisa do PL e do eleitorado bolsonarista para tornar seu sonho de governar a Boa Terra cada vez mais próximo.

Com Tarcísio como candidato, a campanha de ACM Neto ficaria menos bolsonarista. É melhor ter um Tarcísio de Freitas no palanque do que um Flávio Bolsonaro bombardeado por várias denúncias, sendo a da prática de rachadinha e a compra de uma mansão por R$ 6 milhões as mais explosivas.

A consolidação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro vai depender das próximas pesquisas de intenções de voto. Se pontuar bem, mostrando que pode evitar o governo Lula 4, com um índice de rejeição aceitável, se fortalece. Do contrário, passa a ser só uma questão de tempo para que sua legítima postulação seja abortada.

Sem à adesão do centrão, com seus estruturados partidos, quer politicamente como financeiramente
com os milhões de reais dos fundos partidário e eleitoral, à pré-candidatura de Flávio não decola. Falo do PSD, União Brasil, PP e do Republicanos.

Portanto, o arcabouço de sustentação da pré-candidatura do filho número 1 está assentado nas pesquisas de intenções de voto e no índice de rejeição.

A manutenção da pré-candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, passa a ser importante para ACM Neto, que fica desobrigado de fazer qualquer tipo de elogio a Flávio Bolsonaro, o que seria muito ruim para sua campanha.

Caiado é filiado ao União Brasil. ACM Neto é o vice-presidente nacional da legenda. Qualquer movimento de desprezo pela legítima postulação de Caiado é um atentado ao instituto da fidelidade partidária.

ACM Neto vai precisar de muito jogo de cintura para não desagradar João Roma, presidente estadual do PL, que segue à risca as decisões do chefe Bolsonaro. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

PS – Pesquisa divulgada ontem, sábado (6), pelo Datafolha, aponta Flávio Bolsonaro como o mais fácil adversário de Lula no segundo turno. O filho número 1 do ex-presidente Bolsonaro ficaria 15% atrás do petista-mor. O placar da segunda etapa eleitoral seria de 51% versus 36%. Outro ponto é que o índice de rejeição de Flávio passa dos 35%. Os dos governadores-presidenciáveis fica perto dos 20%. Pelo andar das pesquisas, quem apostou que a pré-candidatura de Flávio é um “balão de ensaio” vai ganhar. O plano B voltará à tona: a indicação de um membro do clã Bolsonaro para ser o vice de Tarcísio de Freitas.

 

COLUNA WENSE, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2025.

 

 

 

 

 

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