CRO Bahia emite alerta sobre precauções ao beijar durante o carnaval
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Beijar pode ser um gesto de carinho, mas é fundamental estar atento às doenças que podem ser transmitidas por meio do beijo, especialmente quando a higiene bucal não é adequada. O beijo, um ato afetivo comum em diversas culturas, tem várias formas de expressão ao redor do mundo.
No Brasil, durante o Carnaval, o beijo na boca é uma prática muito popular, mas também pode ser uma via de transmissão de doenças infecciosas. O Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CROBA) alerta que muitas dessas doenças são provocadas por vírus oportunistas, que normalmente habitam o corpo humano, mas podem se tornar patogênicos quando as defesas imunológicas estão enfraquecidas.
“Uma das doenças mais comuns transmitidas pelo beijo é a Mononucleose infecciosa, conhecida como ‘doença do Beijo’. Ela é causada pelo vírus Epstein-Barr e afeta o sistema linfático. Os sintomas incluem dor de garganta, febre, cansaço e aumento dos gânglios”, explica o presidente do CROBA, Dr. Marcel Arriaga.
Embora geralmente a doença seja leve, ela pode, em casos mais graves, ocasionar complicações como inflamação no pâncreas, fígado e baço. Além da mononucleose, o beijo pode transmitir outras infecções virais, como herpes e hepatite B e C. Embora o beijo não seja a única forma de contágio, ele é uma das mais comuns, tornando importante que as pessoas fiquem atentas a quaisquer alterações na saúde, tanto bucal quanto geral.
“Não apenas durante o Carnaval, mas em qualquer época do ano, o mais importante é que a pessoa mantenha a saúde bucal em dia e, caso note lesões na boca, procure seu cirurgião-dentista”, reforça Dr. Arriaga.