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Vereadora Marta Rodrigues critica gestão ambiental da prefeitura de Salvador

 Vereadora Marta Rodrigues critica gestão ambiental da prefeitura de Salvador

Foto: Divulgação

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Durante um intenso debate na sessão desta terça-feira (11) na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) voltou a criticar o prefeito Bruno Reis pela falta de uma política ambiental eficaz e alinhada às demandas da emergência climática.

Com verões cada vez mais quentes, a parlamentar afirmou que a prefeitura age na contramão das tendências globais ao vender grandes áreas verdes da cidade sem transparência e sem consultar a população. “Áreas, inclusive, que deviam servir para a construção de escolas e postos de saúde. O prefeito permite que o trator passe, permite a construção de espigões nas praias, destrói áreas de restinga, enche a cidade de concreto e, enquanto isso, a bancada do prefeito tenta enviesar o debate”, comentou.

De acordo com a vereadora, a prefeitura justifica a venda dos terrenos públicos alegando que as áreas verdes estão degradadas ou modificadas pela ação humana. “A venda de áreas verdes da cidade colocou Salvador como um pária ambiental, uma vez que cotidianamente tem caminhado de encontro às questões da emergência climática e da agenda global de luta pelo meio-ambiente”, comentou.

Marta Rodrigues ressaltou que, enquanto o Brasil retoma protagonismo na pauta ambiental — sendo escolhido para sediar a COP 30 este ano — a gestão municipal ignora essa agenda.

“A emergência climática é uma das questões políticas centrais da democracia atual. É um compromisso com o futuro da cidade. Já vivemos uma alteração no clima perceptível e este verão nos mostra isso. A cidade de Bruno Reis é para quem anda no ar-condicionado”, disse.

A vereadora também alertou para os efeitos do crescimento imobiliário descontrolado sobre o meio ambiente, lembrando que Salvador está entre as cinco capitais mais quentes do Brasil. “Todo dia, o que assistimos é a derrubada de árvores e a supressão de vegetação. Os poderes públicos e privados precisam apresentar contrapartidas urgentes para conter as mudanças climáticas”, declarou.

Terrenos deveriam ser usados para serviços públicos
Marta Rodrigues também denunciou que muitos dos terrenos vendidos pela prefeitura poderiam abrigar creches, escolas e unidades de saúde. “Ou realmente o pensamento da prefeitura é arcaico e não acompanha as demandas urgentes do mundo, ou realmente é uma verdadeira serra elétrica”, diz Marta.

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