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Atletas quilombolas de Alagoinhas conquistam 13 medalhas em Campeonato de Karatê Open

 Atletas quilombolas de Alagoinhas conquistam 13 medalhas em Campeonato de Karatê Open

Foto: Arquivo pessoal

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Oito atletas de karatê da comunidade quilombola do Cangula, em Alagoinhas (BA), conquistaram 13 medalhas durante o Campeonato de Karatê Open, realizado em Salvador. O grupo é formado por crianças e adolescentes com idades entre 11 e 17 anos, que garantiram quatro medalhas de ouro, seis de prata e três de bronze em diferentes categorias. A participação na competição contou com o apoio da Bracell.

Entre os atletas que se destacaram estão Ana Clara Pacheco e Davi Luiz Paixão, que participaram pela primeira vez de um torneio oficial. Ana Clara conquistou uma medalha de ouro no Kumite e outra de prata no Kata. Davi, por sua vez, ficou com o ouro no Kumite após disputar uma chave com mais de 15 competidores.

Alisson Carulino e Jeniffer Carvalho também subiram ao lugar mais alto do pódio ao conquistarem medalhas de ouro no Kata. Os demais integrantes do grupo também obtiveram resultados expressivos em suas respectivas categorias.

Segundo Franciele da Silva, técnica e coordenadora do grupo Fênix Karatê Cangula, a participação no campeonato trouxe ainda outro resultado importante: a classificação dos atletas para o Campeonato Brasileiro de Karatê Open, previsto para acontecer em Alagoinhas, em julho de 2027. “São 10 anos participando de competições e sempre conseguimos trazer medalhas para casa. Nunca voltamos sem medalhas”, destaca Franciele.

A Bracell, além de contribuir com o transporte dos atletas para a competição em Salvador, já apoiou o grupo em outras disputas, incluindo três campeonatos internacionais — um realizado na Argentina e dois no Chile.

A atuação da empresa na comunidade quilombola também ocorre por meio do Bracell Social, com o projeto Seiva do Cangula, formado por mulheres quilombolas. A iniciativa incentiva a produção de itens de base natural, como aromatizantes, velas e sabonetes medicinais e orgânicos, utilizando conhecimentos ancestrais da comunidade.

Para desenvolver as atividades, as participantes recebem capacitação em áreas relacionadas à fitoterapia, com conteúdos sobre a interação das plantas com o corpo humano e orientações voltadas à comercialização dos produtos.

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