Governo negocia entrada de companhias aéreas mais baratas no Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O governo federal quer aumentar a concorrência no setor aéreo brasileiro e negocia a ampliação das operações de empresas de baixo custo no país. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, as companhias chilenas JetSMART e Sky Airline estudam iniciar voos domésticos no Brasil ainda em 2026.
Atualmente, as duas empresas já operam rotas internacionais para destinos brasileiros, mas não atuam no mercado interno. O modelo low-cost é conhecido por oferecer passagens mais baratas, com serviços adicionais cobrados separadamente.
Mercado integrado no Mercosul
A chegada das novas companhias está ligada a um projeto do governo para criar um mercado integrado de aviação entre os países do Mercosul. A proposta prevê que empresas autorizadas a operar em um país do bloco tenham mais facilidade para atuar nos demais mercados da região.
A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é apresentar a medida ainda neste mês e concluir as principais negociações até setembro.
Desafios para as empresas
Apesar do interesse de novas operadoras, o Brasil ainda enfrenta obstáculos para atrair companhias low-cost. Entre os principais desafios estão a elevada judicialização do setor aéreo e as regras que responsabilizam as empresas por atrasos e cancelamentos, inclusive em situações fora de seu controle.
Com a possível entrada de novas concorrentes, a expectativa do governo é aumentar a oferta de voos, ampliar a competitividade e contribuir para a redução do preço das passagens aéreas no país.