5ª Festa Literária Arte e Identidade realiza oficina sobre educação étnico-racial para docentes
Foto: Arquivo Pessoal
As inscrições para a oficina formativa “Celebrando as infâncias negras e indígenas: primeiros passos na arte e na literatura em sala de aula” seguem abertas até esta sexta-feira, 1º de setembro. A atividade, gratuita e direcionada a professores(as) da rede pública, será realizada no dia 11 de setembro, às 19h30, em formato online. O encontro será conduzido por Taisa Ferreira, doutora em Educação, escritora, professora e consultora em práticas pedagógicas afrocêntricas. A iniciativa integra a programação preparatória da 5ª Festa Literária Arte e Identidade, que acontece de 2 a 4 de outubro em diferentes espaços culturais do Pelourinho.
Os interessados podem se inscrever pelo link disponível na bio do Instagram @arteeidentidadeoficial. A lista de selecionados será divulgada no dia 5 de setembro.
A oficina com Taisa Ferreira já se consolidou como um dos destaques da programação em todas as edições da Festa Literária. Este ano, a proposta é potencializar práticas pedagógicas a partir da arte e da literatura, com ênfase na valorização das infâncias negras e indígenas. Mais do que uma capacitação, o encontro pretende criar um espaço de troca e reflexão, reafirmando a escola como lugar de transformação, no qual a representatividade abre caminhos para infâncias mais livres, diversas e fortalecidas. Os participantes também terão acesso a sugestões de atividades que poderão ser aplicadas em sala de aula, estimulando uma educação inclusiva e com perspectiva étnico-racial.
“A oficina busca sensibilizar educadores sobre a importância da presença negra e indígena na literatura e nas artes, refletindo sobre as Leis 10.639/03 e 11.645/08 e seus impactos no processo formativo das crianças e dos próprios educadores. A proposta é apresentar referências literárias e manifestações artísticas, tanto de Salvador quanto da Bahia como um todo, pensando a sala de aula como espaço de reflexão crítica e construção de conhecimento sobre a cultura negra e as culturas originárias”, explica Taisa Ferreira.
Segundo a pesquisadora, a expectativa é que os educadores possam refletir sobre os impactos de inserir esses elementos no cotidiano escolar, fortalecendo a identidade das crianças e estimulando uma compreensão crítica sobre si, seu povo e os demais povos que contribuíram para a formação da história do Brasil. Para Taisa, a oficina também busca inspirar os docentes, para além da obrigatoriedade da legislação, a avançarem rumo a uma educação que valorize as raízes e celebre a alegria das infâncias negras e indígenas, sustentada em um trabalho crítico, consistente e responsável.
“Pensar nesse processo de celebrar as infâncias negras e indígenas se constitui porque elas têm direito de serem celebradas e compreendidas como infâncias, que muitas vezes não são. Esta oficina quer que os professores reflitam sobre a importância de valorizar a humanidade e a existência das pessoas com quem trabalham, para que as crianças encontrem no espaço de educação um lugar de felicidade, e não um lugar de negação”, afirma.
Com o tema “Resistir é Festejar”, a Festa Literária Arte e Identidade – Ano V é realizada pela Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo e conta com apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado. O projeto também foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal.